Avanço da Cosmetologia para as manchas.
Cada vez mais a
Cosmetologia avança em relação à ativos despigmentantes eficientes para
clarear manchas causadas pelo Sol, sardas e até marcas provocadas por
alterações hormonais, que são difíceis de apagar.
Vários são os fatores que levam ao aparecimento de desordens de
pigmentação, tais como: contraceptivos, gravidez, menopausa, exposição
repetida ao sol e reações irritativas ou inflamatórias.
Os princípios ativos despigmentantes ou clareadores são definidos como
substâncias utilizadas em preparações tópicas, em farmácia de
manipulação ou industrializados, que interferem diretamente na síntese
da produção de melanina, que é a substância responsável pela coloração
da nossa pele. Os ativos despigmentantes podem estar presentes em
cremes, pomadas, géis e loções.
O mercado de tratamentos despigmentantes é dominado por medicamentos à
base principalmente de hidroquinona. Embora a hidroquinona esteja sendo
usada há muito tempo, progressivamente ela vem sendo substituída por
outros compostos que são menos irritantes (ela é proibida em alguns
países, como África do Sul e Tailândia). Outro inconveniente de sua
utilização é a instabilidade química, pois hidroquinona facilmente se
oxida quando exposta à luz e na presença de oxigênio, ficando de cor
marrom-escuro. O uso da hidroquinona foi permitido par fabricação de
produtos de ação clareadora na concentração máxima de 2%.
A grande tendência do mercado é a substituição da hidroquinona por
associações de ativos de origem natural que ofereçam menos efeitos
adversos à pele, como a vermelhidão, e que complete ás várias causas da
hiperpigmentação.
As principais substâncias despigmentantes são:
Hidroquinona – agente despigmentante. Porém possui a desvantagem de deixar a pele vermelha.
Alpha Arbutin – ativo natural bastante conhecido por inibir diretamente a síntese de melanina.
Àcido glicólico – promove uma leve esfoliação da camada superficial da pele e acelera a renovação celular, deixando a pele mais lisa e uniforme.
Ácido kójico – agente despigmentante de origem
natural. Ele atua de diferentes modos de inibição e redução
interferindo na biossíntese da melanina. Diferente da hidroquinona, ele
não é fotossensível e também não causa alergias.
Ácido salicílico - provoca uma esfoliação que vai de superficial a média. Perfeito para se eliminar manchas e melhorar a textura da pele.
Extrato de uva ursi – produz clareamento da pele.
Vitamina C – efeito antioxidante, penetra na pele facilmente e promove o clareamento de manchas.
Vitamina B3 – utilizada como auxiliadora no tratamento de manchas.
Extrato de Phisalys angulata – diminui a síntese se melanina, promovendo a uniformidade do tom da pele.
Extrato de Palmaria palmata – age sobre as várias etapas envolvidas no processo de pigmentação da pele. È obtido da alga vermelha chamada Palmaria palmata.
Extrato de Licorice – potente ação clareadora por impedir a síntese de melanina.
Alguns produtos encontrado no mercado são:
1. Skin Plus Fluido Clareador, Dermatus. Sua fórmula possui vários extratos para clarear os pontos escuros.
2. Clariderm, Stiefel. A hidroquinona, o propilenoglicol e o ácido cítrico ajudam a clarear manchas escuras e melhorar a textura da pele.
3. Serum No-Dark, Valmari. Contém flor de
lótus e extrato de uva ursi, que produz um clareamento progressivo da
pele. Deve ser usado à noite, após esfoliação.
4. Soft Peel, Cosmoderm, Prolife. Possui ácido
salicílico e lático, importantes agentes que auxiliam no clareamento da
pele. A uréia contribui para a recomposição do manto hidrolipídico.
5. Biomedic Pigment Control, La Roche-Posay. Sua fórmula possui ácido salicílico, ácido glicólico e ácido Kójico que atuam no clareamento da pele.
6. Chronos Pharma, Natura. Possui Vitamina C e ativos naturais em uma formulação que permite maior permeação na pele.
7. Melan Off, Adcos. Formulado com combinação
de ativos como ácido ascórbico (Vitamina C), ácido kójico, alfa arbutin
que agem em diferentes aspectos para uma ação em prol do clareamento
uniforme.
No Brasil, os clareadores de pele são produtos cujas características
exigem comprovação de segurança, eficácia, bem como informações e
cuidados, modo de restrição de uso.
De acordo com a legislação, o termo “mancha” não poderá ser utilizado
nos rótulos de produtos cosméticos pois pode induzir o consumidor a
utilizar o produto sobre qualquer tipo de mancha, incluindo as
pré-tumorais e as tumorais.
O consumidor, antes de fazer uso de produtos para mancha, deve ter o
conhecimento do diagnóstico clínico da mancha, e isso ocorre através de
uma consulta com o dermatologista.


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